Terça-feira, 28 de Junho de 2011

Última mensagem

Este blog teve um início maravilhoso, um seguimento picante, mas infelizmente não teve mais pernas para andar e por isso estou aqui comunicando o seu fim, agradecendo a todas as pessoas que o seguiram, que o comentaram e que o viveram.

Quero, acima de tudo, agradecer à Sabrinas pelas palavras trocadas, pelos momentos loucos que nos fazia aqui vir, pelos desejos que despertou, por todo o amor depositado e pela história que me deu.

 

Adeus, Artista-mágico.

 

 

(criei um novo blog, numa nova casa, e apesar de não ter nada a ver com este se alguém estiver interessado em seguir pode por lá passar que será igualmente benvindo: oquelevodestavida.blogspot.com )

sinto-me:
publicado por artista-magico às 01:26
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Terça-feira, 21 de Junho de 2011

A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 18 (Último)

As saudades passaram a ser muitas e os momentos partilhados cada vez menos. Estava tudo contra nós, menos o amor.  As promessas que seriam só uma fase, que seria bom para o nosso futuro, faziam-me ter esperança que seria o certo ter abraçado este trabalho.

Mas do dia prá noite, tudo mudou. Disse que precisava de um tempo para estudar e que, quando feito o exame, lutaria por mim com todas as suas forças, porque me amava e porque seria o momento de liberdade que tanto esperámos. Esse tempo passou e apenas me disse que estava melhor assim. Não disse mais nada. Não me explicou o que acontecera ao que tínhamos, qual o motivo, nada. Eu não percebia e pedia para me explicar. Não conseguia dizer que não me amava nem que de mim gostava. Não me dava tempo nem quando lhe pedia... e foi aí, numa noite em que me concedeu 5minutos do seu tempo, a custo, que me deu um abraço frio, virou as costas e, pela primeira vez, vi a parte de trás das sabrinas... a partirem em passos apressados, sem hesitações, sem se virarem para trás.

 (Aguarela sobre papel)

Ainda hoje não sei qual o motivo e penso que nunca virei a saber. Só sei que foi uma história que não passará disso mesmo na vida dela: Uma história. Passada e guardada até o tempo tratar de a fazer esquecer.

Com toda a certeza que viverá histórias melhores que esta que vivemos, mas não viverá uma igual à que poderiamos ter vivido.

Esta foi a história que pensei que fosse a mais bela história de amor, que teria capítulos até ao fim das nossas vidas. Só que acho que acabou...

Sem Sabrinas, também já não sou Artista-mágico.

 

 

 

 

sinto-me:
publicado por artista-magico às 02:01
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011

A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 17

E escolheu então viver a sua vida! A nossa vida! Decidiu deixar de ceder às pressões de todos à sua volta e viver o amor!

Este amor estava sem estrutura pois não tinha tido o melhor início, mas o sentimento fazia com que fosse a obra mais sólida e bonita, obra essa capaz de fazer corar o melhor arquitecto ou engenheiro civíl!

Fomos crianças apaixonada. Os olhos sorridentes de andar de mão dada na rua, o orgulho de chegar ao pé dos meus amigos e dizer "a minha namorada", os sonhos partilhados, o tempo a correr, o perfume sempre presente, desejos de um futuro guardados mesmo à distância de uma vontade, os piqueniques, os passeios, as visitas à praia.. ai... tudo era tão bom!

 (lápis de cor sobre folha A4)

E foi assim durante meses! Havia as nossas pequenas brigas, os ciúmes, as birras, como em todos os casais, porque finalmente eramos um casal!

Nunca tinha sido tão feliz na minha vida! Nunca tinha visto uma pessoa tão especial.. e era a minha metade. Podia contar com ela pra tudo, e quando ela não podia fazia questão de arranjar forma de fazer notar a sua presença!

 

Mas (novamente o "mas") o destino quis que nos afastássemos fisicamente durante semanas! Enviou-me para a outra ponta do país e a ela deu-lhe problemas, trabalhos e estudos...

 

 

publicado por artista-magico às 20:03
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A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 16

Passaram-se meses e meses iguais. Apesar da situação, não me deixei perder, não cedi! Continuei a amá-la todos os dias um pouco mais!

Ao longo de todo este tempo deu para a conhecer melhor... mostrou-me como era sem as sabrinas! E era linda...! Mostrou-me todo o seu ser... o que mais ninguém viu! Fiquei a conhecer cada parte e a venerar ainda mais o conjunto!!

Mas ao se mostrar sentiu-se envergonhada.

(Aguarela sobre papel)

Os seus pés ainda tinham uns laços que não a deixavam movimentar.

Ela ansiava dar passos, correr, saltar! Aqueles pés foram feitos para dançar!!

Eu sabia disso e nunca a deixei... Não seria essa limitação que faria desistir! Então insisti, ajudei! Sorrimos, amámos e vivemos como pudémos... todo este tempo foi à espera deste momento: está a um movimento de os fios caírem...

  

Estávamos os dois nervosos...

 

E pensei:

*Qual será a sua escolha?*

*Desde o primeiro dia que dançar comigo era o que ela queria, mas viveu todo este tempo desta forma que pode-se ter habituado e achar que isto é o certo.. é o que basta!*

*Dará o gesto que falta?*

Só queria que a minha Sabrinas viesse até mim para seguirmos a vida que tanto desejámos... mas só ela podia fazer algo... aquele era o momento da escolha.

 

publicado por artista-magico às 16:33
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Quinta-feira, 2 de Junho de 2011

A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 15

Ela sentia-se presa. Deixou-o. Continuou a sentir-se presa...

(Aguarela sobre papel)

Quando a conquistou foi como se tivesse também comprado uma casa nova. Nos primeiros tempos, tratou de a decorar com o que havia de melhor até sentir que  tinha conquistado um lar. Depois, sim, fez o que a maioria faz: perdeu o interesse. Então começou a deixar acumular pó e só dava uma arrumadela quando recebia visitas. Havia dias em que comprava um quadro novo para tapar a húmidade da parede, esquecendo-se que só estaria a tapar os olhos, o problema continuava lá. Mas ficava bem, e tudo se mantinha delicadamente bonito.

Quando a peça principal decidiu partir (a que trazia harmonia e sentido ao conjunto), viu que nunca iria encontrar nenhuma igual que a substituísse e, com o receio de ter que redecorar toda a casa, preferiu mantê-la presa com cola e fios de sediela de modo a ninguém perceber.

Eu não entendia a lógica disso, pois mais ninguém iria morar numa casa assim. Sei é que as pessoas cegam quando acham que o que estão a fazer é o certo, e munidos dessa certeza, fazem coisas inimagináveis, levando tudo à frente!

Mas ela respeitava e cuidava em demasia das pessoas, e mesmo se me custava era assim que dela gostava!

publicado por artista-magico às 16:03
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A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 14

O "MAS” era o último limite que ela tinha imposto. Apesar de ser o último era o mais lógico. Era a barreira à nossa felicidade, felicidade que não podia existir visto estar presa a alguém desde o primeiro minuto. Para mim era frágil e transparente como vidro e para ela forte e espessa como rocha.

Tentei. Deste lado chamei, gritei, mostrei que podia não passar de um montinho de areia, enviei mensagens para o lado de lá, mas a resposta era sempre a mesma: “há algo entre nós”.

Passei então a duvidar. Não havia solução e o tempo passava. A partir desse momento,  todo o passado parecia ter sido escrito a tinta em que cada “não” era uma gota de água que caia sobre ele e que o borrava, ficando sem se perceber o significado das palavras.

Foi então que descobri que se tivermos muito para dar e ele for estrangulado, canalizado ou diminuído só porque “não pode ser”... o resultado são lágrimas.

(Aguarela sobre papel)

publicado por artista-magico às 10:03
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2011

A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 13

A cabeça por vezes pensa demais e o coração segue-a como se fosse esta fosse o comandante que impõe o passo! Por causa disso andei triste! Foram dias de palavras mal percebidas, de descoberta de algumas (como “ciúme”) e de ausência de outras! Tudo isto sem motivo, pois ela voltou!

Na mala, ocupou o espaço que tinha guardado para trazer os“souvenirs”, com todos os beijos e os abraços perdidos! Durante dias senti o que uma criança sente às zero horas do dia 25! (Chego a pensar que essa felicidade só atinge tais níveis devido aos dias de espera e angústia que o precedem! Mas depois é tão bom…)

Revivi dezenas de vezes o meu primeiro beijo! Bastava haver um pequeno intervalo de olhares, para recomeçar tudo de novo. Todos os sentidos se apressavam a colocar-se na linha de partida. Nos lábios sentia-se a tensão, as gotículas de suor colocavam-se à espreita, o sangue acumulava-se nas extremidades e todos esperavam o toque. Com os lábios a tocarem-se havia o disparo do coração que fazia com que o sangue viesse todo até ele! As pernas ficavam a levitar, o tremor passava em forma de onda para todo o corpo despertando o calor e fazendo-me assistir a um fogo-de-artifício com cores nunca antes vistas (Deve ser esse o motivo porque se beija de olhos fechados).

À noite revia a nossa história vezes e vezes. Se participasse nos jogos olímpicos, seria a prova de corrida de barreiras. Para cada momento conquistado, tinha que se dar três passos atrás (apanhar balanço), dar o salto e no fim não era certo ganharmos alguns metros. As barreiras eram os “mas” que surgiam quando tudo parecia correr a grande velocidade. Uma barreira que a cabeça lhe colocava e que o coração tentava que fosse o mais pequena e fina possível. Só que sabia que um dia haveria de aparecer "O" "MAS"...

(Aguarela sobre papel)

publicado por artista-magico às 21:03
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A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 12

Ela partiu (de férias) mas eu fiquei.

Desta vez foi para mais longe do que alguma vez tinha ido. Logo agora que o coração sentiu o que nunca tinha sentido!

Passei a admirar todos os dias a lua, e todos os dias crescia um bocado. Sabia que, onde quer que estivesse, se olhasse para o céu, estariamos os dois a pensar no mesmo e isso fazia-me ficar ali. Era a nossa forma de dizer "estou a pensar em ti".

(Aguarela sobre papel)

Mas a lua atingiu o seu máximo e começou a diminuir. E ela não voltou. Nem sabia se ia voltar.

Antes de partir segredou-me que gostava de mim... e só esperava que, quando voltasse, continuasse assim...

publicado por artista-magico às 16:03
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A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 11

Dias depois voltámos ao mesmo local. Tinha que ser o mesmo já que não era assim que o queríamos recordar. Mas cedo retomou o mesmo caminho.

Ouvi um não que queria dizer sim, um olhar triste à espera de ser mudado e um esquivar de corpo que desejava ser agarrado. Até os diálogos pareciam os mesmos como se de um guião de novela se tratasse. O que não estava escrito era o aparecimento de uma estrela cadente que só eu vi! Como qualquer sonhador aproveitei a ocasião, apesar de nunca ter tido um desejo realizado desta forma.

Rápido chegou a hora do último abraço da noite. Não nos deixámos com receio de ser uma cópia exacta da noite já passada. Com perguntas de criança aproximámo-nos demais: Demais para o que podíamos. Mas não… não era nem mais nem menos do que desejava!


(Lápis de cera coberto de tinta da china. Raspado à descoberta das linhas feitas. Folha A4)

Explosões de sentimentos e de cores fizeram-me tremer como se de medo se tratasse! Mas não o sentia. Muito pelo contrário, sentia-me em casa, como se tivesse vivido nos seus lábios desde sempre, tal era a sintonia!

Seguiram-se os olhares envergonhados, as palavras aleatoriamente tiradas de um saco de palavras esquecidas.

Depois de cada abraço ela partia sem olhar para trás, e desta vez não seria diferente.

Eu não podia fazer nada a não ser ficar a olhar e aproveitar aqueles segundos que a minha vista ainda conseguia contemplar. Tentei tocar-lhe à distância na esperança de deslumbrar um último sorriso. Mas como qualquer despedida não é o momento para isso..


publicado por artista-magico às 10:03
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