Terça-feira, 31 de Maio de 2011

A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 10

Por mais anúncios que colocasse parecia não haver resposta.

Várias vezes fui até onde me pudesse ver, mas algo lhe desviava sempre a atenção.

Mais uma vez, quando já nada fazia prever, apareceu, usando como mapa as duas ultimas pistas deixadas.

Tinha-a finalmente à minha frente. Tentámos desenhar com as estrelas, revelámos segredos à lua, ouvimos o que as rãs nos tinham a dizer e discutimos sobre os animais que nos interrompiam! Ainda caminhámos, fugimos, inventámos, sorrimos. Nos intervalos tínhamos conversas banais para passar tempo apesar de que não queríamos que o tempo passasse.

Eu sabia que a algum momento ela iria dizer que se tinha que ir embora. Antes de isso acontecer, resolvi pedir o que quis desde o primeiro minuto: um abraço.

Senti-o de olhos fechados para que os outros sentidos obtivessem o máximo do momento. Foi mágico! Durou até ao limite do aceitável e cheguei a pensar que seriamos culpabilizados do aumento da temperatura terrestre, tal era o calor que produzimos!

A partir dessa noite os abraços passaram a ser a desculpa para nos tocarmos. Não eram oferecidos livremente: Eu pedia-os e ela, fazendo-se de difícil, acabava por mos dar (mas de vontade).

Chegado o momento do adeus, ela partiu e eu fiquei no mesmo lugar relembrando todos os instantes e sublinhando-os a marcador fluorescente para nunca mais esquecer. Guardei também uma imagem de cada um deles.

(Aguarela sobre papel)

É incrível como continuei a senti-la. Não o seu corpo, mas o seu perfume e a marca dos seus dedos na minha pele, que continua a sentir os pequenos choques eléctricos.

publicado por artista-magico às 21:33
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A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 9

A espera continua e nada dá a entender que irá mudar. Nem mesmo eu, sonhador sem arranjo, acredito que irá mudar. Cabe-me aproveitar e coleccionar futuras memórias.

E foi uma corrente de ar carregada de loucura que me levou até ao seu perfume. Nunca o tinha sentido. Talvez tivesse à espera para o sentir noutra altura, mas desta vez sem esperar acabou por vir. Pergunto-me: “Porque tinha que ser, uma vez mais, perfeito?!” Simples, leve, discreto, tão seu. Surge o nervoso miudinho, boca seca, suores frios, conversas de tudo e mais alguma coisa que não revelam nada. Falo, falo, falo e sempre que a encontro distraída obtenho “polaróides” com o olhar para rever quando sozinho os fechar.

Gosto do seu aroma, da sua alma, do seu riso e tenho pena de não conhecer o seu toque. Isso faz com que por vezes questione até que ponto é real. Mas se não o é, tenho receio de acordar e voltar à minha realidade.

Senti-me de novo com esperanças. Ao acordar, a sua magia ainda se sentia. Não havia lugar para tristezas. Tudo era cor, tudo era música. O dia cinzento e chuvoso do qual os restantes se queixavam parecia, para mim, o dia mais bonito do ano!

Marcadores sobre papel (folha A5)

E se nada mais descobrir, este será o dia que gostaria que servisse de modelo para todos os que virão a seguir.

(E se nada mais escrever, esta é a música que quero deixar para quem me entender)

publicado por artista-magico às 16:03
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A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 8.539

(Imagens retiradas da WWW e editadas em PS)

publicado por artista-magico às 11:03
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Segunda-feira, 30 de Maio de 2011

A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 8.538

(Lápis sépia e sanguínia sobre papel queimado dentro de garrafa)

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A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 8.507 a 8.537

(Marcador sobre papel em caixas de correio)

publicado por artista-magico às 16:03
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A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 8.6 a 8.506

(Impressões em papel de fotocópia e vegetal)

publicado por artista-magico às 10:03
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Domingo, 29 de Maio de 2011

A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 8.5

(giz sobre alcatrão)

publicado por artista-magico às 21:33
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A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 8.4

(tinta da china sobre folha A4)

publicado por artista-magico às 16:03
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A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 8.3

(Marcador sobre papel e papel-autocolante sobre sinal de trânsito)

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Sábado, 28 de Maio de 2011

A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 8.2

~

(conchas numa praia da zona centro)

publicado por artista-magico às 20:03
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A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 8.1

Por teimosia esperei...

Apesar de nada ter mudado haveria sempre aquela barreira. As noites continuaram a ser iguais até à véspera do dia em que ia ganhar coragem e mudar.

Essa noite foi diferente (tinha que ficar para o fim)! Apesar das mesmas horas de conversa, foi quando se ia a despedir que, como uma bela melodia num disco riscado, o mundo saltou. Nas suas últimas palavras mostrou-me um novo sorriso! Era o "meu" sorriso! De todos os seus sorrisos tinha um dedicado para mim. Nem queria acreditar (Sem querer tomar partidos, era o seu mais belo): Um sorriso aberto mas envergonhado de brilhos nos olhos e bochechas rosadas. Com ele estive perto da combinação que revelava todos os seus códigos, meias palavras e sinais... Mas mais uma vez estive perto, mas não lá.

Como poderia adormecer nessa noite? O céu seria mais uma vez a minha companhia, e nele desenhava sem parar, criando novas constelações na esperança de aparecer uma seta que me apontasse um caminho, ou então realizava simples adições e subtracções de estrelas à espera que o resultado me fizesse adormecer.

Nada funcionava.

De todas as palavras despejadas diariamente, eu só queria uma dela. Uma palavra bastava. Poderia ser pequenina e simples desde que tivesse sentido que ansiava. Pensando melhor, até me contentava com um diminutivo ou simplesmente uma letra.

Com o nascer de um novo dia tinha que mudar. Foi o dia de colocar os ditos anúncios. Não podia ser directo pois não desejo mil respostas de pessoas que não lêem nas entrelinhas. O caminho é simples e conduzido por uma espécie de jogo de "quente e frio" em que no final saberá que chegou até mim pela sensação se saber que está a chegar a casa.

Por favor, encontra-me.

(marcador sobre folha de papel A5)

publicado por artista-magico às 11:03
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 7

Com o silêncio, a escolha era obvia: desistir. Sem forma de validar, percebi o porquê da balança... não era para escolher! São escolhas que o tempo fará, já que mesmo querendo uma das duas, nada muda, nada se apaga. Poderia ser mais fácil, e eu bem que tento compreendê-la, só que o que me diz não condiz com o olhar! Depois há aqueles códigos em forma de sorriso, de piscar de olho, de olhar envergonhado. Eles podem querer dizer tanta coooooooooisa! Nunca as palavras "sim" e "não" foram tão bem vindas (Isto sou eu a falar da boca para fora, já que adoro esta dúvida que cativa). Resta-me a dependência do meu novo inimigo: O tempo! Vou continuar caminho, com ele, e o meu pequeno problema: O que faço a todo aquele sentimento que adquiri? Fui acumulando como um vício e, sem noção da sua dimensão, ficou maior do que posso conter!

Marcadores sobre papel (folha A4)

Estou a pensar colocar um anúncio:

 

"Procura-se rapariga capaz de me agitar todos os dias incluindo fins-de-semana!

Deve ter a idade compeendida entre a felicidade de uma criança e a responsabilidade de uma mulher! Como hobbies deve ter em comum o gosto pelo desconhecido e por piqueniques sem medo de formigas. Os seus atributos terão de provocar um sorriso só de a olhar e deixar triste quando se encontra longe. Deve ser cor e ter a capacidade de receber toda esta paixão que anseio dar!

Se achares que tens o perfil, hei-de te encontrar!"

 

Será colocado em todo o lado, não por pressa mas por desejo, à medida que vou cantando pelas ruas a "minha" nova música:


(Com figas atrás das costas para que seja ela, quem eu mais queria, a encontrar-me)

 

publicado por artista-magico às 20:53
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A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 6

Só me apetecia pegar naquela chave, mandá-la derreter e fazer uma réplica para abrir aquele belo coração. Não mudaria nada pois haveria sempre alguém com a original, capaz de o abrir quando lhe apetecesse. Outra ideia que me passou pela cabeça foi tentar mudar a fechadura, mas nem sei porque gastei tempo a pensar nesta! Se adoro a sua imprevisibilidade nunca a iria querer alterar!

Passado o lado irracional, tenho perante mim novas escolhas a fazer! Duas opções desta vez! Não em forma de portas, mas sim de pratos de uma mesma balança. Há muito que pensar pois há ganhos, perdas e depois de escolhido penso que não se possa voltar atrás. Pelo menos foi o que me sempre disseram destes assuntos.

Aguarela sobre papel (23 x 40 cm)

Então as hipóteses são:

 

1 - Espero por ela nem que sejam necessários 1000 anos.

 

2 - Afasto-me dela e vivo 1000 anos de arrependimento.

 

Qualquer das hipóteses não se assemelha em nada com uma raspadinha de prémio instantanêo. Em ambos os casos nada é certo nem imediato. Se tivesse sido eu a inventá-la teria colocado um terceiro prato, fabricado com uma liga muito mais leve que as restantes, e com a opção:

 

3 - Encontrarmo-nos já e vamos descobrir o mundo juntos!

 

Penso que por ser batota, não fui nem sequer consultado para o seu fabrico.

E agora? E se escolho a primeira? Posso perder os anos de maior energia e todos os sonhos possíveis de realizar com esta idade... mas há a possibilidade de um dia ser feliz! E se escolher a segunda? Será que aguento? E se depois não existir ninguém igual? Se não houver alguém com aquele sorriso? É obvio que a vida encarregará de colocar alguém no seu lugar mas... não é ela!

 

aiiii...

 

publicado por artista-magico às 11:03
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 5

Sem pensar duas vezes disse em pensamentos:

 

*Quero estar contigo eternamente*

 

Já não havia volta a dar nem espaço para arrependimentos. Era impossível algum dia vir a mudar de ideias. Agora compreendo as pessoas que tatuam nomes no corpo. Eles têm a certeza! É bom sentirmo-nos certos de algo na vida...

Sorri, retirei o único objecto que se encontrava no interior da caixa e mostrei-lhe. Era uma chave.

Aguarela sobre tela (23 x 40 cm)

E foi então que tudo estremeceu em mim!!

 

Envergonhada, mostrou-me o seu coração. Não valia nem a pena tentar. Eram modelos totalmente diferentes...

O seu coração tinha uma daquelas velhas fechaduras, em que as chaves eram grandes e pesadas. Tudo indicava que o dono seria um amor antigo e duradouro.

 A cada olhar, sentia que estava no epicentro de um sismo tal era a força que o meu coração batia! Era um bater descoordenado que me encheu de suores frios e nos quais as lágrimas disfarçadamente saiam.

 

Então percebi... a porta estava encostada para ele voltar... e ela brilhava de saudade...

 

Só conseguia olhar pró chão abanando a cabeça ao ritmo da única música que cismava em tocar na minha cabeça. Uma música anteriormente sem sentido, que o ganhara em cada palavra recitada, mas que voltara a perder:

 


publicado por artista-magico às 20:03
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A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 4

Com as perguntas criaram-se conversas, as horas passaram a dias e o desconhecido transformou-se em admiração! A sua ausência dava-me bicho-carpinteiro e os seus silêncios calor. Vivia num estado de constante surpresa e, com uma sinceridade que não é dos nossos tempos, partilhámos gostos, sorrisos, conhecimentos e vivencias, fazendo-me sentir parte de todo aquele cenário branco.

 

.  .  :  :  ( Espanto )  :  :  .  .

Aguarela sobre tela (23 x 40 cm)

Afinal, também estava a participar! Tinha luz! Saía duma caixa que sempre andou comigo mas que nunca tivera vontade de abrir. Apesar de inútil e pesada como chumbo, sempre me foi dito que um dia iria dar jeito! E agora percebo… Esta era a energia que sempre procurei e já pensava não poder vir a sentir: Acrescentou 200 cavalos ao motor do meu peito, aumentou em 5 centímetros o meu sorriso, elevou para níveis nunca atingidos o meu queixo e deu um formigueiro constante a todas as restantes partes do meu corpo.

Não me sinto em mim! Aliás, já nem sei quem sou! Olhando para o espelho, não reconheço aquele rapaz de cara congelada a sorrir 24h por dia. Não é a mesma cara de uma vida, mas está feliz!

 

Sinto-me com vontade de correr até cansar, descobrir o mundo e lutar por todos os sonhos possíveis de alcançar! Mas não sozinho... Ei.. Tudo faz sentido...

...

Encontrei-a!

Encontrei a pessoa capaz de me fazer dançar sem música!

publicado por artista-magico às 11:33
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2011

A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 3

Claro que a mão era de alguém, e mal vi de quem era, comecei a perceber o porquê do brilho. Era perfeita! Podem dizer que não existe porque cada qual tem o seu ideal, mas então era perfeita para mim! Parece que os seus pais me tinham feito uma entrevista pessoal apontando, com o maior dos cuidados, todos os pormenores dos meus desejos. As minhas perguntas galoparam à procura de respostas que saiam ao mesmo ritmo, até que lhe falei dos seus sapatos:

- O que têm os meus sapatos? - Perguntou ela olhando para eles como se nunca os tivesse visto!

Aguarela sobre papel (23 x 40 cm)

Adorava os seus sapatos. Nunca tinha pensado quais seriam os sapatos ideais para calçar alguém assim, mas eram aqueles! Pequeninos, simples, originais e prontos para a dança. Ah Esqueci-me de referir que tinha a graça de uma bailarina!

  

Conversámos durante horas e que bem que soube. Nestes momentos o tempo já não brinca da mesma maneira. Parece que o seu novo jogo é o “1,2,3 macaquinho do chinês”! Paradinho quando olhamos para ele, mas mal viramos as costas roda a toda a velocidade! Até pensei em trocar os ponteiros por umas pás para os dias de calor… mas não quis arriscar e ficar a perder.

publicado por artista-magico às 21:03
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A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 2

Depois de achar que tinha sido a melhor ideia do mundo, colocando esta certeza ao nível de um feito heróico, surgiu a incerteza, o receio e todos aqueles sentimentos associados à primeira vez. Pensei cá para comigo que não o deveria ter feito! Tratava-se de uma luz demasiado branca e nunca tinha estado tão às cegas.

Mesmo assim, a vontade de descobrir tornara-se maior e ansiava por uma resposta que tardava a chegar, fazendo com que o tempo troçasse de  mim, avançando e recuando os ponteiros vezes e vezes.

Mas a resposta que esperava surgiu em letras negras sobre o fundo branco:

- Acho que podes entrar e conhecer!

Tinha-me esquecido que as portas não são como os espelhos duplos dos interrogatórios policiais e, tal como eu, também não sabe o que se encontra do outro lado!

Ao longo das portas que passei, nunca me questionei qual era a minha cor... será que também viu o mesmo? Terei eu a mesma luz? Não me importaria que fosse de outra cor desde que não fugisse muito das cores primárias... Possivelmente até era uma porta que nunca seria aberta do outro lado. Mas isto já sou eu a pensar alto.. pensamentos baralhados e distribuídos aleatoriamente pela emoção.

- Se era o que queria ouvir, porque tardo a entrar? Um "acho" nunca fez mal a nínguem!

Acabei por abrir a porta. A luz envolveu-me num sentimento cómodo e só quando começaram a aparecer aquelas estrelinhas nos olhos (características de quando se consegue voltar a ver) é que me apercebi da mão estendida à minha frente. Uma mão de alguém com vontade de responder a todas aquelas minhas perguntas.

(Aguarela sobre papel (23 x 40 cm))

publicado por artista-magico às 12:03
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011

A história da Sabrinas e do Artista-mágico - 1

Encontro-me frente a uma porta.

As portas para mim são as escolhas da vida que, ou por elas se passa, ou se continua pelo corredor até à próxima. Existem portas de amizade, de ideias, de caminhos, de tanta coisa! Até para a minha próxima refeição parece um concurso televisivo com várias montras de prémios. Como era de prever nunca são vidradas (muito menos se encontram abertas) o que faz com que nunca saiba o que está do outro lado!

Voltando à minha porta, posso dizer que esta é diferente das restantes pelas quais tenho passado: é incrivelmente simples e está encostada. Dúvido que tenha sido deixada assim de propósito, mas o que é certo é que deixa passar uma luz imensa como jamais tinha visto!

Por si só já seria o suficiente para me deixar a pensar, mas como se não bastasse, também ouvi um riso. Um riso que condiz com a luz, só pode ser de lá!


Pronto... já estou cativado! Só que não sei nada sobre este brilho! Porque brilha? Quem a faz brilhar?


Quero conhecer...

# ' TOC toc Toc ' #

- Posso entrar?

 

(Vou tirar a assinatura por isso hão-de ter todos uma mancha. Desenho a carvão negro, branco e sanguínea sobre interior de caixa de pizza)

publicado por artista-magico às 22:58
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

Se calhar é tempo...

Talvez tenham razão.. Fui muito feliz com este blog, mas agora já só escrevia textos tristes. Textos que esta história não merecia. Era um blog de duas pessoas apaixonadas e não tem lógica continuar a escrever nele sozinho. Agarrei-me às recordações.. continuei com esperanças mesmo sem resposta... mas para bem de todos é melhor parar. A sabrinas merece viver a sua vida. Eu também.

Acabarei aqui a história que comecei noutro blog. Ficarão a saber um pouco mais de nós já que este blog surgiu a meio, em plena felicidade e loucura.

Foi com um post ilustrado por mim que tudo começou e será com um último desenho que esta bela história merece ser acabada.

Espero que apreciem os próximos posts tanto como eu amei fazê-los para a "minha" Sabrinas. 

sinto-me: triste..
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publicado por artista-magico às 23:57
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2011

Primeiro (último?) pedido

Não sei quantas pessoas seguem este blog. Nunca coloquei um contador nem tão pouco alguma vez me interessaram as estatísticas. Sempre agradeci pelas visitas e contributos mas nunca foram eles que me fizeram escrever. Foi criado e alimentado com um único propósito e para uma única pessoa.

Nem reparei que já passou mais de um ano desde que foi criado. A única coisa que reparei é que tudo mudou: O conteúdo dos posts, a assiduidade, os objectivos, a magia e até acho que a razão de tudo isto já nem o lê.. nem comenta há mais de meio ano.

 

Agora que nem a razão de tudo isto o deve seguir.. não sei que destino dar a este blog. Guardo-o intocável para daqui a uns anos voltar a visitá-lo? Mudo o tema? Apago-o?

 

Nunca pedi nada, mas se alguém por aí estiver, pode-me ajudar com a sua opinião? 

sinto-me: à deriva
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publicado por artista-magico às 01:01
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2011

Perdi

Custa ter perdido uma namorada. Custa muito mais quando se sabe que se perdeu também a pessoa que sabemos que era a certa. Mas nada custa como, para além de tudo isto, ter perdido a nossa melhor amiga.

Possivelmente foi um erro ter condensado na mesma pessoa estas três condições, mas não pensava em perder nenhuma delas.

Simplesmente já não sei nada dela, nem ela nada de mim. Possivelmente já seguiu a sua vida e encontrou outra pessoa em quem pode confiar, que a faça rir e com quem pode sempre contar.

Eu sei que fui o seu mundo, mas começo a aperceber-me que já não sou nada.

Queria ter continuado com a minha melhor amiga mesmo tendo perdido a minha namorada, mas se há coisa que a vida me tem ensinado é que as coisas não correm como desejado.

Sinto a sua falta...

E depois surgem noites como esta, noites de lua cheia, em que olhávamos pró céu e sabíamos que estava a outra pessoa do outro lado.

Hoje peguei na guitarra e cantei de lágrimas nos olhos a música que me tem acompanhado:

 

Mas pela primeira vez senti-me sozinho.

 

sinto-me: sozinho. Sinto que acabou tudo
publicado por artista-magico às 03:27
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Terça-feira, 3 de Maio de 2011

Sinais...

 

Hoje fui ao cinema, ver um filme mudo. Mesmo sem conversas, todo o sentimento continua a existir... tal como se passa comigo! Isso fez-me levar a mão ao bolso para lhe enviar uma mensagem.. e mal lhe pego vejo:

 

"dia 3"

 

É o nosso dia.. dá-me um aperto no coração! Desvio o olhar de novo para o ecrã e vejo as únicas palavras de todo o filme, escritas num bilhete que ocupam toda a tela:

 

"Magiciens do not exist"

 

Congelei.. parei e não enviei. De certeza que também não receberei nada neste dia... e se calhar os mágicos não existem mesmo...

 

 

sinto-me: a desaparecer...
publicado por artista-magico às 02:14
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